terça-feira, dezembro 11

Partituras e um Pouco de Valium

Music Sheet and a Little Vallium

É...
Estou na fase das partituras do meu CD. Quero dizer, estou finalmente redigindo as partituras das canções que ainda não registrei, para poder registrá-las, terminar de gravá-las, e colocá-las no novo CD. Tudo está demorando mais do que eu planejei, mas acho que o resultado está compensando. Que trabalheira essa, das partituras... Quem sabe um dia me rendo à tecnologia, e deixo o método de transcrição que Bach usava para a história.

Amanhã é dia de Valium. Que coisa estranha... Estou mais 'na pira' com o Valium do que com o exame que meu médico pediu. Não se preocupem com o exame, não vai ser nada que eu não possa tratar e melhorar logo. Mas o Valium... Ah, o Valium...

Esse vai ser viagem. Nos velhos tempos, depois do Valium, eu sempre voltava diferente. E olha que nos velhos tempos o Valium também era prescrito! A Lucca de antes ficava adormecida lá, e quem acordava era outra. E nunca mais a coisa voltava ao que era antes. Acha que é 'pira'? Tome um Valium!

Aliás, tome não. Tome não, já vou dizendo. É coisa pra maluco. Ou pra insone. Ou pra ulcerosos. [Que, diga-se bem, são quase a mesma coisa. ;)]




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sexta-feira, dezembro 7

Rodando a Baiana

Vou contar uma coisinha. Até porque faz tempo que não conto nada sobre a minha vida. É uma coisa chata, que acabou sendo uma coisa bacana.
Eu estava com problemas com uma pessoa. Problemas de comunicação. Só que esses problemas, a comunicação falha, pouco clara e desleixada estava me causando pequenos atrapalhos e prejuízos. E pequenos atrapalhos ou prejuízos são assim: uma vez, você tolera. Na segunda vez, se irrita, mas guarda para si. Na terceira, você se sente idiota. Então, se você percebe que não há boa vontade da pessoa para se comunicar, é hora de tomar uma atitude. Afinal, se você for somar os "pequenos" atrapalhos e prejuízos que teve, a essa altura, eles já se tornaram grandes, aborrecedores, quase insuportáveis.
Enfim, eu estava com esse problema, e tentei corrigir. Falei com a pessoa com quem não estava conseguindo me comunicar. Falei daquele meu jeito, com educação, com carinho até. Não adiantou. Persisti, ainda com muita educação e consideração (afinal, eu mesma não sou perfeita, e também acho que as pessoas devem ter uma chance de melhorar). Percebi, então, que era pior eu tentar ser "legal" com quem estava de má vontade. A comunicação foi ficando cada vez mais precária, as informações que eu precisava receber eram tratadas com descaso e desleixo. Isso foi atrapalhando meu trabalho, minha rotina, me fazendo perder tempo e até dinheiro!
Então hoje, foi a gota d'gua. Depois de planejar meu dia (tenho uma agenda apertada), confirmei um compromisso que tinha à tarde. Me arrumei e saí. Ao chegar lá, descubro que havia sido cancelado. Sim, eu havia CONFIRMADO! Menos de duas horas antes! Planejei meu dia em função desse compromisso, deixei de atender outras prioridades, e a pessoa que deveria ter me comunicado o cancelamento ainda me confirmou!
Contei até dez, quase não consegui disfarçar minha irritação. As pessoas ao redor perceberam, e até estranharam, apesar de estarem me dando razão em silêncio.
Fui embora. Liguei para o chefe dessa pessoa e a "delatei". Aproveitei que estava irritada, e falei tudo o que tinha que falar (Mas com educação, é claro! A gente nunca perde por ter boas maneiras.).
E no final, foi uma coisa boa. Ele tomou suas providências, e eu estou me sentindo bem. Pensei que me sentiria mal por "delatar" a incompetência e a má vontade de alguém. Mas ela não se sente nem um pouco mal por me prejudicar com seus pequenos desleixos. E levou sua bronca, ouviu o que precisava ouvir, não de mim, mas do próprio chefe. Uma pessoa adulta, que deveria ser responsável, levando uma bronca por causa de preguiça. E talvez por confundir minha atitude gentil com tolerância absoluta. Ainda acabei ganhando uma grande demonstração de respeito do chefe. O que me serve de prova de que minha atitude foi correta.
Precisei de coragem para modificar aquela situação. Teria sido mais fácil "deixar quieto", engolir, e ficar perdendo tempo e dinheiro. Mas não gosto de me acomodar, de ficar com a opção mais fácil. Prefiro ter coragem, mesmo que desagrade. Especialmente se tenho toda razão!
E, afinal, coragem vale a pena!


[É muito difícil eu "rodar a baiana". Mas quando eu "rodo", faço um estrago!]




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quinta-feira, dezembro 6

Dezembro!

Oh my God!
Dezembro chegou, e ainda não fiz nada!
Não fui para o Rio, mas fui para Buenos Aires, não fui para Nova York mas fiz as malas e carimbei o passaporte. Tudo é incerto e... estou me esquivando de anjos!
Que ironia...
Às vezes preciso tanto de um anjo...
Às vezes só quero estar só.
My music and I. No angels.





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